quarta-feira, julho 12, 2006

Praia da Marinha



Desde de bebé que vou a esta praia e este ano não é excepção.
Sorte a minha o meu pai ter nascido a 50 metros deste Paraíso na terra.

Esta praia do concelho de Lagoa foi eleita por uma famosa revista francesa famosa como uma das 100 mais BELAS PRAIAS do MUNDO!!!
Este tópico teve a colaboração da minha prima Filipa.

Belle & Sebastian


Este grupo, que espalhou fãs por todo o mundo, vai subir pela primeira vez ao palco do Coliseu de Lisboa e promete a apoteose máxima junto dos milhares de seguidores do som de uma das mais carismáticas bandas dos últimos tempos. Os bilhetes custam 29 euros (preço único) estão à venda a partir de hoje!Todas as religiões começam com um culto. Pode parecer exagerado e até presunçoso dizer-se que os Belle & Sebastian são uma religião, mas, como aliás acontece com a maioria das bandas estandarte do universo indie, ao longo de 10 anos, sete álbuns e mais de uma mão cheia de Eps e singles a banda de Glasgow congregou em seu redor e por todo o planeta uma legião de fãs como há muito não se via em projectos à margem dos circuitos “mainstream”. Discípulos apaixonados, fervorosos consumidores de discos, t-shirts, pins e tudo o que diga respeito aos escoceses fomentaram o culto e originaram as inevitáveis comparações com outros fenómenos anteriores ocorridos uma década antes com os The Smiths, os Felt, ou os Orange Juice. Mesmo em termos de conceito musical, os Belle & Sebastian estão para estas bandas como a procura da canção perfeita está para a definição “pop” no contexto indie. E é de canções que vivem os Belle & Sebastian. Foram canções como já poucos então faziam que os seus fãs encontraram em 1996, quando a edição limitada de Tigermilk chegou a algumas lojas no Reino Unido e, principalmente, quando If You’re Feeling Sinister apareceu do nada para se tornar num dos discos mais importantes dos anos 90 e, inevitavelmente, transformar a banda num daqueles fenómenos que apenas partilhamos com os que mais queremos, em surdina, com medo de que o resto do mundo descubra e o segredo seja desfeito. Hoje, em 2006, os Belle & Sebastian já não são nenhum segredo, nem tão pouco querem passar despercebidos e já não são (só) os arquitectos de maravilhosas composições de pop de câmara, orquestrais e cheias de um lirismo de quem chega à idade adulta sem resolver muito bem as questões da adolescência. Mas nem por isso deixaram de fazer canções, nem por isso deixaram de contactar directamente com os seus fãs, nem por isso deixaram de editar prolificamente. E 2006 é mesmo um ano cheio e em cheio. Há um sétimo álbum de originais a abrir novos caminhos sem negar as raízes e a manter bem acesa a paixão de quem ouve por quem toca. The Life Pursuit é o segundo trabalho editado na Rough Trade, depois de Dear Catastrophe Waitress ter inaugurado o período pós Jeepster, editora onde lançaram para além dos já mencionados, The Boy With The Arab Strap, Fold Your Hands Child,You Walk Like A Peasant, Storytelling e a incontornável colecção de Eps recentemente compilados em Push Barman To Open Old Wounds) Há ainda um novo álbum de compilação de escolhas pessoais dos membros da banda a enriquecer a colecção Late Night Tales da Azuli Records, que inclui uma versão em português de Casaco Marrom, original da brasileira Evinha, há a maior digressão europeia e norte-americana até à data e há, finalmente, um sentido de banda. Uma banda completa e inseparável, longe dos tempos de “um grupo de pessoas rendidas ao génio de Stuart Murdoch”. Agora todos são imprescindíveis, todos contribuem para uma finalidade, todos se revêem nas músicas de The Life Pursuit, todos sentem o passado com muito mais carinho e prazer e todos, definitivamente, são os Belle & Sebastian.

Fonte: Coliseu dos Recreios

sábado, julho 08, 2006

Belle & Sebastian - Funny Little Frog

Coliseu dos Recreios
17 de Julho

domingo, junho 18, 2006

Feist



Leslie Feist é natural de Calgary, no Canadá e foi no liceu que abraçou a música como modo de vida. Depois de ter vencido um concurso de bandas, a ex-vocalista dos Placebo teve o seu primeiro espectáculo assegurando na primeira parte dos Ramones.Durante os cinco anos que se seguiram, Feist andou em digressão com os Placebo pelo Canadá, um período bastante intenso que culminou no afastamento da cantora devido a problemas vocais.Enquanto andava em digressão com a sua recente banda, Feist dedicou-se também ao seu primeiro trabalho a solo, «Monarch Lay Down Your Jewelled Head». Entretanto, travou conhecimento com Peaches, com quem andou em digressão aquando do lançamento do álbum de estreia de Peaches, «Teaches of Peaches».«Let it Die», o segundo álbum de Feist nasceu em meados de 2004,sendo que o single «Mushaboom», entre outras grandes músicas, circularam nas rádios portuguesas com alguma frequência.

In Universia, Portal dos Universitários adapt.

quinta-feira, junho 15, 2006

A vida é uma viagem

“Que fazia ele no decurso desta jornada? Em que pensava? Via passar, como pela manhã, as árvores, os tectos de colmo, os campos cultivados, e o desaparecer rápido da paisagem, que se desloca em cada cotovelo do caminho. É uma contemplação que satisfaz a alma, e quase a dispensa de pensar. Ver mil objectos pela primeira e última vez. Há aí coisa mais profundamente melancólica? Viajar é nascer e morrer a todo instante. Talvez ele, na região mais vaga do seu espírito, fizesse paralelos entre horizontes cambiantes e a existência humana. Todas as coisas desta vida fogem de contínuo diante de nós. Após um deslumbramento de luz, um eclipse, as trevas; olha-se, corre-se a toda a pressa, estendem-se as mãos para agarrar o que passa; e o que passa vai, e as mãos ficam vazias; cada acontecimento é um dobrar de ângulo de estrada, e de repente somos velhos. Sente-se como que um abalo, afigura-se tudo negro, distingue-se uma porta escura, e esse sombrio cavalo da vida, que nos arrastava, pára de súbito. E vê-se um ente desconhecido, coberto com um véu, a desatrelá-lo nas trevas.”

Victor Hugo, in Os Miseráveis

domingo, junho 11, 2006

O Formiguinha em acção numa papelaria

Numa manhã de sábado como outra qualquer fui a uma papelaria perto da minha casa. E como sempre o atendimento naquele estabelecimento é demoroso, no entanto é muito individual e pessoal.
As pessoas conhecem-se entre si bastante bem e formam uma rede social interessante.
Diz-se que é feio ouvir as conversas dos outros, mas isso é entre seres humanos, já que ninguém adivinhava que o formiguinha estava em acção.
A conversa que aqui se relata é entre a dona da papelaria e uma cliente que desabafa as suas mágoas do dia anterior. Para se não perder o fio de discurso decidi colocar unicamente o discurso da cliente e começa assim:
- Ontem ele conseguiu fugir (dum hospital psiquiátrico que não coloco aqui o nome por opção), apanhou o barco e veio a pé até casa.
Ainda tenho as pernas a tremer… chamei a policia. Ele ainda me pediu dinheiro e eu dei. E clamou: - Oh mãe porque não me vais ver!?” – Como eu pudesse ir lá com a minha saúde... Vá lá que os polícias o convenceram a ir e não foi preciso vir a ambulância…
Nesta semana o marido de uma pessoa que vê o Formiguinha todos dias também foi internado num hospital psiquiátrico, e uma colega saiu de lá, no entanto ainda não recuperou e continua de baixa.

quarta-feira, junho 07, 2006

O vizinho

Meio-dia e meia do 7-06-2006, ainda está o meu recém-falecido vizinho em casa.
Foi um pouco antes da 8:00, num dia normal, a tomar o pequeno-almoço e a ver tv, tremeu e morreu…
A família num pranto anunciou sua morte, a minha mãe acudiu, nada havia a fazer. Os outros vizinhos apareceram no apoio solidário.
No mesmo andar há poucos meses tinha desaparecido outro vizinho vítima de doença prolongada.
A nossa comunidade de 13 vizinhos perdeu dois dos seus membros em pouco tempo. Venham melhores dias...