"Mas quem tratou de me amar soube estancar o meu sangue e soube erguer-me do chão." Sérgio Godinho
quarta-feira, novembro 15, 2006
Smiley Faces
But what did you do?
What did you say?
Did you walk or did you run away?
Where are you now?
Where have you been?
Did you come alone or did you bring a friend?
I need to know this cause I noticed you're smiling
Out in the sun, having fun and feeling free
And I can tell you know how hard this life can be
But you keep on smiling for me
What went right?
What went wrong?
Was it a story or was it a song?
Was it overnight or did it take you long?
Was knowing your weakness what made you strong?
Or all the above, oh how I love to see you smiling
And oh yeah, take a little pain just in case
You need something warm to embrace
To help you put on a smiling face
Dont you go off into the new day with any doubt
Here's a summary of something that you could smile about
Say for instance my girlfiend, she bugs me all the time
But the irony of it all is that she loves me all the time
I want to leap whenever I see you smiling
Because its easily one of the hardest things to do
Your worries and fears become your friends
And they end up smiling at you
Put on a smiley face
Fonte: Cotonete
terça-feira, novembro 14, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
OndaJazz
O Formiga apaixonou-sepor Alfama,
talvez por ser uma daqueles bairros
típicos que em cada visita
é possível encontrar
um recanto novo.
O sol mostrava o seu brilho numa destas tardes de sábado, o ideal para uma caminhada.
A escolha recaiu num percurso habitual que vai da Rua do Jardim do Tabaco até ao Campo das Cebolas depois viria o acaso e o acaso desta feita foi uma descoberta agradável: ao passar pelo Arco de Jesus, ao cimo de umas escadas estava o Onda Jazz.
Nada como uma boa porta para encantar o Formiga, com fotos e um programa.
É impressionante saber que artistas tais como o Mário Laginha e Sara Tavares fazem parte do programa. Ficava prometida uma visita para breve.
Na noite das Bruxas um Formiga esteve naquele lugar que já foi um armazém de café, e agora é uma catedral da música ao vivo e de poesia. Pela localização asssemelha-se mais a um daqueles bares americanos clandestinos fora da lei do tempo da lei seca.
Na recepção temos bons relações públicas. Num primeiro contacto notam-se velas estrategicamente bem colocadas a dar um foco de ambiente à casa aprazível, as cadeiras são multicolores: azul, preto e vermelho. As mesas são redondas ou quadradas.
Pormenores: o cocktail consumido era fraquito e rede telemóvel é inexistente. Deve estar relacionado com as paredes demasiado grossas. Construções antigas…
OndaJazz com muito Refilon
O Grupo que estava comprometido a animar a noite tinha o nome de Refilon: Refilon, o reflexo da génese multicultural do Cabo-verdiano da nova geração Da necessidade de comunicar musicalmente nasceu o projecto Refilon, utilizando para isso uma linguagem assente na cultura e nos ritmos Cabo-verdianos. Uma nova aposta no sentido de valorizar e expandir a música de raiz tradicional e em fusão com todo o conjunto de experiências, emoções e influências. O grupo aposta nas sonoridades afro, nos jogos rítmicos do jazz e nas ambiências do blues.Fluindo nestes argumentos musicais, jogam entre si três guitarras acústicas, outras tantas vozes (às vezes quatro…cinco), um baixo, bateria e percussão, trazendo à tona um repertório de originais.
Fonte: OndaJazz Bar
Este grupo surpreendeu pela positiva.
O violino e as duas guitarras acústicas formam a parte melódica do grupo. Estes instrumentos compõem saudade e melancolia. As baterias e o baixo do Rocha são a alegria contida nos musicois ou instrumentais delirantes. O uso amiúde dos pratos é o assumir que o afro também pode ter muito jazz numa mistura rara e perfeita. "As boas maneiras" ficaram esquecidas mas nem se rasgaram peles, apenas essa ilusão... o efeito de encantar o público presente. Todos divertidos unidos num novo estilo.
Os paradoxos acontecem vezes sem conta e no decorrer do intervalo o Formiga numa pesquisa de rede de tlm pelo caminho pisa o baixo, e para compor a coisa: um polegar esticado traz ambiente e sorrisos. Parecia estar escrito que a segunda parte seria intensa.
Impossível conter umas gargalhadas sonoras, que bons foram aqueles momentos. Uma troca de olhares cúmplices a terminar a noite... faltava então o cacau que veio pelas 03:00 da manhã na Ribeira. Fonte: Formiga
domingo, outubro 15, 2006
domingo, outubro 08, 2006
Angel-a
Realização: Luc Besson. Intérpretes: Jamel Debbouze, Rie Rasmussen, Gilbert Melki, Serge Riaboukine. Nacionalidade: França, 2005.Ele é um subserviente neurótico que é perseguido de forma implacável pelos seus credores. André incapaz de cumprir prazos decide no momento atirar-se uma ponte a fim de pôr termino à sua vida. Até que encontra uma alta e bela loura que de uma forma assumida decide mudar o rumo da sua vida começando pelos problemas práticos e depois os outros: de uma maneira simples expõe feriadas para assim conseguir reastruturar o todo da personalidade do individuo.
Quando Formiga recorda Elizabetown, um filme americano é notado que o motor de bem-fazer é uma paixão fulminante, aqui é diferente por existir um espírito de missão.
A cena do espellho acaba por não ter o resultado pretendido e nisso o filme falha na densidade do drama, já que na comédia provoca o riso com os seus diálogos quase hilariantes.
Boa fotografia e bons enquadramentos.
Formiga
De tanto bater o meu coração parou
"De Battre Mon Coeur's Arrêté"Um do melhores filmes estreados em Portugal em 2005, o melhor dos quatro filmes do francês Jacques Audiard, "remake" nominal de "Melodia para um Assassino" (1978), de James Toback.
É um "filme negro" sem crime, nervoso e urgente, definido pelo autor como um "romance de iniciação" sobre um trintão que trabalha no lado mais sórdido do imobiliário parisiense (à imagem do pai) que começa a sonhar com a possiblidade de mudar de vida quando surge a oportunidade de passar uma audição como pianista de carreira (à imagem da falecida mãe).
Audiard ambienta esta história num inferno urbano do qual a música se paresenta como a única saída possível, com uma interpretação extrardionária de Romain Duris.
Fonte: Jornal Público, Suplemento Y, J.M.
No Verão de 2006 adquiri a edição especial de coleccionador em DVD que é composta por vários extras, tal como cerca: de vinte cenas cortadas, entrevistas, a explicação da origem do título do filme, uma canção, etc.
Na minha análise a este filme: Tom apenas tolera o seu modo de vida acomodado às diferentes situações impostas pela sua profissão, usa de modo recorrente a condutas violentas para obter resultados satisfatórios para os seus clientes, amigos e sobretudo para o seu pai que solicita amiúde cobranças difíceis.
A falecida mãe, uma pianista de carreira parece estar destinada a permanecer no esquecimento. A outra face da vida com todos os apelos da arte com um sentido que permite fugir ao absurdo urbano haveria por chegar numa oportunidade que surge pela mão do antigo agente da mãe ao incentivar a uma audição com o objectivo de se tornar pianista profissional. Por vezes bastam poucos minutos para os desejos latentes tomarem as rédeas do comando das nossas vidas. E era legitimo o abraçar deste projecto.
Tom toma uma decisão solitária, desapoiado pelo pai, incompreendido pelos amigos... É nesta conjuntura que decide preparar a sua audição com uma professora chinesa recém-chegada, nada conhecedora dos costumes e língua nativos. Sem palavras, com gestos e muita música a relação torna-se densa incrementada de uma cumplicidade cada vez maior.
As solicitações dos colegas para o desempenho de incursões nocturnas não lhe dão o sossego necessário para o sucesso e pouco confiante acaba por falhar.
Mais tarde perde o pai e tudo começa a desmoronar-se como um castelo de cartas. Talvez amparado pela rapariga chinesa já possuidora de bons conhecimentos de francês e a afirmar-se cada vez mais no mundo do espectáculo, Tom consegue estabelecer-se como um agente de espectáculos.
Em tom de conclusão pode-se dizer que aqueles que tão próximos corporeamente, lá vão ocupando um espaço que cada vez parece ser só físico e não se identificam razões das escolhas, pouco é entendido do lado emocional da questão, como é demonstrado no filme: de modo primário temos a incompetência para amar no leito conjugal e esse mal é como se alastrasse a todas as freguesias e o anti-herói deste filme deambula pelas ruas de Paris (ou da amargura) ao som dos The Kills em busca da mudança, de escapar.
Este filme foi visto pelo Formiga numa sala debaixo do nível do solo. Quem conhece o "King"? Formiga
