quarta-feira, abril 18, 2007

Dúvida


Teatro Maria de Matos

Dúvida

Sala Principal
Em cena de 27-03-2007 a 06-05-2007

de John Patrick Shanley

encenação Ana Luísa Guimarães

4ª a sáb. às 21H30 | domingo 17H





1964. Uma igreja e escola católicas. Bronx, Nova York.
Um Padre é suspeito de assediar sexualmente uma criança de 12 anos.
A Madre Superiora acusa-o. O Padre reclama a sua inocência.
Será ele culpado ou inocente?

Fonte: Teatro Maria de Matos

Interpretação Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo

M/16


Solidão não pedida, por vezes quase rejeitada por motivo da dúvida. O lado mais perturbador da consciência é a face mais genuína do silêncio, a loucura íntima que se deve à incapacidade de não nos termos como culpados, a pensar amiúde, sem descanso nas linhas que separam a solidão do abandono se confrontados os não factos com a realidade.
Então é possível pensar na solidão apenas por nos sentirmos sós, mas no abandono estamos sós efectivamente. É a consequência de não acreditarmos nos gestos significantes. No entanto o pior preço a ser pago pelo desmazelo da honra alheia em última instância é a insanidade. A Madre Superior de Shanley com uma propensão natural para o conflito, a descrença nas atitudes de todas as pessoas da sua comunidade acaba por fazer soar a velha máxima: "Se não compreendes, vês incerteza ou invejas o próximo, então mais cedo ou mais tarde tudo se reverterá a ti, próprio". A velha Madre acabou a duvidar de si mesmo.
Quem não se soube de escusar do baú das desconfianças espalhou sofrimento por toda a parte, a começar nas crianças como primeiras vítimas.
Acerca do Padre e a irmã professora poder-se-á afirmar que foram percursores de uma nova dinâmica de vivência plena cristã, as mudanças fazem-se dessas tensões e distensões. As subtilezas do quotidiano inseridas num contexto de Fé que por sua vez é nosso guia, porque somos seres do mundo unos. Estas ideias estão explicitas nos textos do Concilio II do Vaticano.
Ainda somos todos pequeninos perante a riqueza de textos do Concilio II, a diferença entre apenas se cumprirem rituais ou constituirmos um corpo. Belissima interpretação de Eunice Muñoz e Diogo Infante.
Formiguinha

segunda-feira, abril 02, 2007

Semana Santa - 2007

Fotografia cedida por: Cristina


A montanha e a Bíblia


Às pessoas dos países evoluídos a montanha evoca bons ares e paisagens de sonho. Quando conseguem tempo livre de preocupações e de trabalho, refugiam-se no remanso duma montanha, que as retira da agitação das grandes metrópoles. Os antigos, essencialmente religiosos, com a fé viam na montanha muito mais: viam o lugar por excelência de manifestação da divindade e do encontro com o divino. Várias montanhas, onde a fé colocava a aparição de determinada divindade a figuras humanas fundadoras, eram elevadas ao estatuto de sagradas. Por isso, algumas montanhas sempre foram - até aos dias de hoje - lugar de peregrinação religiosa.
Assim era também nas civilizações pré-clássicas. Não admira que o povo bíblico - uma delas - partilhasse esta religiosidade. A sua fé viu na montanha um símbolo especial da presença do seu Deus. Já do patriarca Abraão se diz ter sentido o apelo de Deus no monte Moriá (Gn 22,1-19). É no alto do monte que o relato da aparição do seu Deus e a exigência do (suspenso) sacrifício do próprio filho deixa a mensagem de que o verdadeiro Deus não quer a imolação de seres humanos em sua honra.

A experiência do Êxodo dos hebreus do Egipto descreve uma teofania a Moisés "na montanha de Deus, o Horeb" (Ex 3,1), que o consagrou para a missão libertadora. A montanha da 'sarça ardente' torna-se o lugar de união da transcendência com a imanência, do divino com o humano (Ex 3,5). A mais célebre é a montanha do Sinai (outro nome para "a montanha de Deus"), onde a fé colocou nova teofania (Ex 19-34). O narrador não se preocupou por localizá-la com precisão geográfica. O importante era indicar um lugar sagrado ao encontro do povo com o seu Deus, um símbolo privilegiado da manifestação da glória divina, isto é, do ser de Deus enquanto projectado para o exterior. Foi a este monte especial que a fé do povo associou a doação da lei de Deus, fazendo-o aparecer como o monte da lei e da aliança, o monte que liga a terra ao céu.

Outro monte que exerceu influência no povo bíblico foi o de Sião, um lugar favorito a Israel. Corresponde a parte da cidade de Jerusalém e foi enriquecendo ao longo dos séculos a sua significação política e religiosa: moveu e comoveu o espírito humano ao menos durante um milénio. Foi para lá que David transladou a arca de Deus (2Sam 6-7), símbolo da presença do Deus da aliança no meio do seu povo. Assim, Sião tinha o mesmo simbolismo que o Sinai no Êxodo. Aí viria a ser construído o majestoso templo de Jerusalém, por decisão de David e execução de Salomão. Foi também por abrigar o templo que os profetas enalteceram o monte Sião, símbolo da congregação do povo disperso em vários exílios.

O universalismo de alguns profetas viu mesmo no monte Sião o pólo agregador de todos os povos: "No fim dos tempos o monte da casa do Senhor estará firme, assente por cima dos montes, elevado acima das montanhas. Para ele confluirão todas as nações, acudirão povos numerosos e dirão: vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacob; Ele nos ensinará os seus caminhos e nós seguiremos as suas veredas, pois de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor" (Is 2,2-3; Miq 4,1-3). A esta ideia ecuménica andava unida a realidade da peregrinação popular, uma ou mais vezes por ano, ao monte do templo de Jerusalém, que produziu e usou os "Salmos de peregrinação" (120-134).

O Novo Testamento conserva este simbolismo da montanha e refere muitas como lugar privilegiado do encontro com Deus.

O monte das bem-aventuranças (Mt 5,1) aparece como o novo Sinai, onde Jesus, qual novo Moisés, promulga a nova lei programática para o novo povo da nova aliança.

O "monte alto" da transfiguração (Mt 17,1-9; Mc 9,2-10; Lc 9,28-36) tem significação muito especial. O facto de os evangelistas não indicarem o nome dele (a associação ao Tabor é uma tradição cristã do séc. IV) quer essencialmente relacioná-lo com o monte Sinai, o monte bíblico da revelação de Deus. O relato de Mateus não deixa dúvidas sobre essa ligação, para que o Jesus que sobe ao novo monte Sinai com três discípulos principais apareça como o novo Moisés que subiu ao monte Sinai com três notáveis de Israel (Ex 24,1-11) e como o supremo revelador de Deus: "este é o meu Filho amado em quem pus a minha complacência; escutai-o" (Mt 17,5). Como Moisés entrou dentro da nuvem que cobria o monte Sinai e tinha o rosto luminoso (Ex 24,15-18; 34,29-35), assim acontece com Jesus (Mt 17,2.5), assistido das duas figuras do Antigo Testamento que receberam revelações no monte Sinai e personificam a Lei e os Profetas, isto é, todo o AT, ao qual Jesus veio dar pleno cumprimento. Como o povo de Israel viu a glória do Senhor no cimo do monte Sinai (Ex 24,16-17), também os discípulos viram a glória de Jesus (Lc 9,32), ou seja, que ele é como Deus, Filho de Deus: o novo Moisés transfigurado tem atributos divinos. A sugestão de Pedro para "fazer aqui três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias" (Mt 17,4; Lc 9,33) faz alusão à festa da colheita, chamada no judaísmo 'festa das três tendas' ou dos Tabernáculos (Dt 16,13; Lv 23,34), porque se utilizavam tendas para evocar as tendas de Israel no deserto durante o Êxodo. Lucas acrescenta que Pedro "não sabia o que dizia", significando que, se no Êxodo o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo era a tenda, agora Jesus é que é Deus connosco. Os discípulos ainda têm medo, como o povo de Israel diante do monte Sinai (Ex 19,16; 20,18-21). Mas, como fez Moisés, também Jesus os tranquiliza (Mt 17,6-7): o medo é próprio de servos, não de filhos. É deste monte que arranca a peregrinação definitiva de Jesus para "Jerusalém, onde se ia realizar o seu êxodo" (Lc 9,31), que na teologia de Lucas é o ponto culminante da história da redenção.

O monte das oliveiras serve de enquadramento à paixão de Jesus, mas também à sua ascensão ao céu (Act 1,9-12; Lc 24,50-53), portanto, lugar da revelação do amor e da glória de Deus em Jesus.

Jesus dessacralizou a montanha como lugar privilegiado do encontro com Deus. Quando a samaritana lhe diz "os nossos pais adoraram neste monte [o monte Garizim, no qual os samaritanos construíram um templo, em concorrência com o de Jerusalém] e vós dizeis que Jerusalém é onde se deve adorar, Jesus respondeu-lhe: acredita-me, mulher, chegou a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis o Pai...; os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois o Pai quer pessoas que o adorem assim" (Jo 4,20-24). O 'lugar' privilegiado do encontro com Deus é agora Jesus Cristo, Palavra definitiva de Deus. Depois de ter incarnado num ser humano, é especialmente nos humanos, no "próximo", que amamos Deus.
Todavia, esta dessacralização da montanha não lhe retira o seu simbolismo. Ela surge na vida do cristão como uma imagem que atrai a vida humana para as alturas, dando-lhe elevação e sentido superior. A montanha, alta e majestosa, aponta à fé a vocação essencial do ser humano a ascender pela senda íngreme e estreita da verdade e do bem. Quem faz o exercício sagrado da peregrinação ao monte proclama íntima e socialmente a sua condição de caminhante sobre a terra, na dureza e nas alegrias da vida; proclama que se sente atraído por "um novo céu e uma nova terra"; declara-se insatisfeito com o já realizado e desejoso de subir mais na vida do espírito. A imagem do monte está impregnada de uma simbologia particular no cristianismo, pelo facto de a vida de Jesus emergir qual caminhada que culmina no monte Calvário do perdão do mal moral e da salvação universal. O cristão que sobe ao monte deseja voltar de lá mais identificado com o mistério que esse lugar sagrado simboliza, onde a cruz, que lá nunca falta, está a apontar para a vida sem fim.

Fonte: Armindo dos Santos Vaz
Faculdade de Teologia, Universidade Católica Portuguesa

domingo, março 11, 2007

Não és tu, Sou Eu

Clique na imagem para ver site oficial

Título original: No Sos Vos, Soy Yo
De: Juan Taratuto
Com: Diego Peretti, soledad Villamil, Cecilia Dopazo
Género: ComDra
Classificação: M/12

ARG/ESP, 2004, Cores, 105 min.
De uma forma pouco estilizada este filme levanta questões pertinentes acerca das várias concepções que nós sociedade ou comunidade temos de enamoramento e solidão. Os críticos também se enganam, este é um filme magnífico e delicado.Ao recordar " A vida e tudo mais" de Woody Allen, numa comparação vemos neste filme algumas semelhanças, por exemplo: ambas personagens são neuróticas, ambas mulheres são frívolas, e ambas histórias expõem intrigas previsíveis. O marco que realmente diferencia os dois filmes na análise da sua forma é sua densidade. "Não és tu, Sou eu" é um filme directo, pragmático, mas sério nas seriações que faz das diferentes situações, tão arrojado que bastaria ser verídico para ser um documentário.O psicanalista do filme é uma personagem com carácter didáctico, quase que é possível absorver intrinsecamente o todo do discurso do analista. O discurso do faz ou não faz de Maria é a maior predição para o que se adivinha o cruel abandono e o luto que neste filme dura cerca de 7 a 9 meses, o tempo médio estipulado para a regeneração de perdas importantes e significativas.Poucos filmes mostram de forma tão directa a causa efeito dos sucessivos falhanços, como é feito neste caso com Javier. O medo tem destas coisas, ocupa espaço, que deveria ser dado ao amor. E nada acontece... Fonte: Formiga


domingo, fevereiro 25, 2007

Half Nelson


De:
Ryan Fleck
Com:
Ryan Gosling, Shareeka Epps, Anthony Mackie
Género:
Drama
Classificação:
M/16
Estúdios:
Hunting Lane Films
EUA, 2006, Cores, 106 min.


Nas suas aulas, Dan abraçou a dialéctica de conceitos e valores e como método de ensino, e pouco a pouco os resultados vão aparecendo no seio de um grupo de alunos oriundos de bairros degradados.
O flagrante neste filme é que o contraste entre o professor atencioso e competente e o homem quase andrajoso do dia-a-dia que acaba por fazer jus à sua teoria aplicando-a ao seu estilo de vida.
Porém é fácil encontrar um ponto de convergência, fora dos “opostos”: a dependência química e a necessidade de preencher o vazio existencial junto dos adolescestes de sua aula. O mal de se encontrar fora do sujeito o motivo de uma pseudo manutenção mínima do seu bem-estar pessoal, porque socialmente o nosso Dan está arredado. As oportunidades surgem e são desperdiçadas, ironia do destino, na aula é ensinado a um aluno que as segundas oportunidades devem ser aproveitadas. Aqui mais uma vez a teoria dos opostos em espaço real e em novo paradoxo. Será Dan um fingidor? Um performer? E sua audiência acredita no desempenho do seu papel? (Goffman) A resposta seria não. Porquê? O melhor será mesmo ver o filme.

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Nesta apresentação podemos ver o professor a explicar que nos podemos opor à máquina mas não deixamos de pertencer à mesma.
O site está bem construído e funciona correctamente.
Ryan Gosling foi nomeado para um Óscar na categoria de melhor actor pelo seu desempenho neste filme.
E por último perguntar ao grande público se é possível obter uma conexão entre esta obra cinematográfica e o tópico de Jean Baudrillard?
formiga

sábado, fevereiro 17, 2007

Jean Baudrillard

"A questão agora é como podemos ser humanos perante a ascensão incontrolável da tecnologia."

Jean Baudrillard (Reims, França 1929 é sociólogo e filósofo francês)



Baudrillard além do seu trabalho teórico tem uma intensa actividade artistica como poeta e fotógrafo com vários trabalhos exposto em França e por todo o mundo.
"O Anjo de Estuque" é o seu mais recente livro , publicado em parte na edição número quatro da revista Confraria do Vento.

O Anjo de Estuque


IV


A água é tão clara
que aceita o jorro
dos bichos.
Tudo é exacto
ou avivado
em cena
não longe da compreensão humana
ou sob a foice
sob a cinza
sob as águas-mães.
Os músculos estriados
enervam o chão
revirado. Até a água
tem a enervação
do teor do mal.
E nada é separado.
Tudo é exalto como
o sangue sob as unhas.
Assim se alternam
as coisas imaginadas
que circundam seu
próprio vazio, onde reluz
imersa como
cadeira a espada
gestual do Sol.


VI


O avesso do céu
gravado em cobre
e desensolarada a própria água
entre o fim da feira
e o mercado de flores
quando ultrapassamos a imagem
uns dos outros
olhos abertos – mas
sem quebrar a simetria
no entanto
o brilho dos olhos vem
do jogo das ideias contrárias e
da incerteza da vontade, e
se desde cedo nossos sonhos
nos forem explicados – para que
andar a noite inteira?
Até as mais frágeis meninges
das árvores, dos degraus,
de perto ou de longe
é a fidelidade de um só
ou no fingidor, o inverno,
a vergonha feita da
maciez de um corpo
estranho.
Escorcioneiras genitais
e perfumadas
do desejo
a ave sinclinal chama
com seu guincho de harpia
anticlinal da floresta.


VIII


Em cena ou
sob paredes violentamente
iluminadas
mas contidas
e preservadas,
sem nunca tocar o chão
peripécia animal – leveza
peripécia mental – a dança
e as batalhas
nem vitória nem derrota,
a guerra é isso,
e as espirais dos ladrilhos
são essas
de todo jeito – mas
fogem por baixo delas como
um sonho alternativo
cursivo ou discursivo
as linhas de fuga
as superfícies planas
a carne crua, se balança
entre lanternas gémeas.
E a luz é tão fria
que distingue vinho
e água
num só copo.
São as andorinhas que
voltam de onde vêm.
E o fogo se apaga lentamente
como um fogo que
se apagasse lentamente.


X


Um relógio sem ponteiros

impõe o tempo

mas deixa adivinhar a hora.

A escuridão é simples ou

a contraditória

das cortinas verdes.

A água é macia ao toque

qual morte natural.

Exterior morno é

o alburno dos freixos e

o papo dos galos

friável sob os dedos

e translúcido

sob as pálpebras da máscara

como os élitros das borboletas

mortas – mais morno que

as estratificações interna das íris

o humor vítreo

dos olhos –

quente e assexuada

a noite

qual olho sem cílio

qual janela sem hera

nua e assexuada

a superfície do solo

livre da quadratura das paredes.


XII


Amarga
nas mãos enluvadas
a luz artificial
o Norte
mas um grito único, a infância
parece garganta nua
o Oriente
a sede e
a satisfação da sede
o calor inteiro
a aberração das forças
o meio-dia do verão –
mesmo vazia a cena conserva
uma saída possível –
no entanto interna é
a falível
sem pensar, e o vento
doce, rente às paredes,
a si mesmo – elasticidade
como por um vidro escuro
desafinado
ou trôpego
o Ocidente
brinquem gritem
nossas unhas são tão grandes
que os quatro cantos do céu
grudam nelas como terra
cavada – e
nem chão nem céu, mas quis
o sol de fora
não só os gestos são
calculados, as próprias mãos
têm ciúmes uma da outra.


tradução de Cristina Abruzzini Werneck Lacerda

e Adalgisa Campos da Silva






sexta-feira, janeiro 05, 2007

Breathe me de Sia




Ajuda-me, eu fi-lo de novo
Eu tenho estado aqui muitas vezes antes
Magoei-me a mim própria novamente hoje
E o pior é que não há mais ninguém tbm para culpar

Sê meu amigo
Segura-me, embala-me
Descubra-me, eu sou pequena e carente
Embala-me e respire-me
Ai, eu me perdi de novo
Perdi-me a mim próprio e estou para ser encontrada
É, eu pensei que pudesse quebrar
Eu perdi-me de novo, e sinto-me desprotegida

Sê meu amigo
Segura-me, embala-me
Embala-me e respire-me

Sê meu amigo
Segura-me, embala-me
Embala-me e respira-me

Letra traduzida de Breathe me de Sia


Sia Furler é uma cantora e escritora de canções australiana que já trabalhou com os Zero Seven e Beck. É ao som deste tema “Breathe me” que termina o último episódio da série Sete Palmos de Terra.
O tema da letra da canção faz-me lembrar uma personagem do filme francês de Arnaud Desplechin: “Reis e Rainha”.
Existe um vinil e cd single com as várias versões desta tema, a minha preferida é a dos Four Tet remix com excelentes rufs de bateria e um órgão muito interessante. A rádio Radar apostou neste tema que passou vezes sem conta durante o ano 2006.
Adquirir o CD é uma tarefa ardilosa por não existir nas lojas habituais, nem por importação. Fonte: fORMIGA





terça-feira, janeiro 02, 2007

Breathe Me

Inserida na banda sonora da série: SETE PALMOS DE TERRA