sábado, agosto 25, 2007

Hamlet


Teatro
HAMLET
Sala Principal

13 de Setembro a 21 de Outubro

4ª a sáb. às 21H30 | dom. às 17H00M/12

Espectáculo comemorativo dos 50 anos de Carreira de João Mota e dos 35 anos da Comuna.

tradução Sophia de Mello Breyner Andresen
adaptação e dramaturgia João Maria André
encenação João Mota | cenografia José Manuel Castanheira
figurinos Carlos Paulo | música José Pedro Caiado
interpretação Albano Jerónimo, Alexandre Lopes, Ana Lúcia Palminha, Carlos Paulo, Diogo Infante, Frédéric Pires, Gonçalo Ruivo, Hugo Franco, João Ricardo, João Tempera, José Pedro Caiado, Jorge Andrade, Miguel Sermão, Natália Luíza e Raúl Oliveira
execução musical Hugo Franco e José Pedro Caiado
desenho de luz João Mota e Zé Rui
co-produção Comuna Teatro de Pesquisa e Teatro Maria Matos


Pinturas:


  • Ophelia, Arthur Hughes, c. 1863-64
  • Retrato em que a culpa de Claudius é relevada, Desenho de Daniel Maclise (1842) ------> clicar Hamlet no topo






segunda-feira, agosto 13, 2007

O Homem caiu no engodo de uma papoila

O homem caiu no engodo de uma papoila.

O crivo do desejo é náusea ainda distante.

Rarefeito o gesto perdido...

Tombou num jogo entediante,

Estás proscrito, meu querido!

Perfeito juízo sentido,

na escala do corpo ausente

a criatura alimenta-se.

Formiga




sábado, julho 28, 2007

Jean Baudrillard


Excertos do livro: "As Estratégias Fatais de Jean Baudrillard sobre os seguintes temas:


Amor:

“O amor é o fim da regra e o princípio da lei. É o princípio de um desregramento, em que as coisas vão ordenar-se segundo o afecto, o investimento afectivo, isto é, uma substância pesada, pesada de sentido, e não segundo um jogo de signos, substância mais leve, mais dúctil, mais superficial. Deus vai amar as suas criaturas e o mundo deixará de ser um jogo. Foi tudo isso que nós herdamos – e o amor é tão-só o efeito desta dissolução das regras e da energia libertada pela fusão. A forma oposta ao amor passa a ser, pois a sua observância: onde quer se reinventem uma regra e um jogo, o amor desaparece. Relativamente à intensidade regulada e altamente convencional do jogo ou da cerimónia, o amor é um dispositivo de energia livre de circulação. Está portanto, carregado de toda a ideologia da libertação; é o pathos da modernidade.”

Página: 87 e 88


Paixão:

(...)
“Amar alguém é isolá-lo do mundo. É apagar as suas marcas, despossá-lo da sua sombra, arrastá-lo para um futuro destruidor. É girar à sua volta como um astro morto e absorvê-lo numa luz negra. Tudo se joga numa exigência de exclusividade sobre o ser humano, qualquer que seja. É por isso mesmo, sem dúvida, que é uma paixão: é que o seu objecto é interiorizado como um fim ideal e nós sabemos que não existe objecto real, a não ser morto.”

Página: 88


Sedução:

“Só a sedução toca no âmago da alma que não encontra repouso a não ser na destruição.
Daí resulta aquilo a que chamarei o génio maléfico da paixão.
(…) que espreita a oportunidade de apanhar o outro na armadilha.”

Página: 94

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Jean Braudrillard

1991 As Estratégias Fatais. Editorial Estampa, Colecção Margens, 159 pp 1º ed.

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segunda-feira, junho 11, 2007

Alive! 07 - o segundo dia

Os White Stripes são uma banda de rock sujo, com várias influências d' outros estilos.
Pequenos pormenores mais uma vez não escaparam a uma observação mais atenta:
O Tema: " My Doorbell" foi tocado ao som de orgão estridente, em vez do piano grave e consistenste do original.
O tema "Blue Orchid" foi forte e intenso.
Talvez se a Meg tivesse usado a sua bela voz num dos temas tivesse encantado mais o público.
Do Smashing Pumpkings... faltou o "Ava Adore! em resposta tivemos encores coma uma guitarradas à Steve Vai que particularmente estão longe de fazer o meu género.

quinta-feira, junho 07, 2007

The White Stripes


Jack nasceu no dia 9 de julho de 1975 em Detroit. Um dos dez filhos de uma família católica, Jack aprendeu a tocar piano, guitarra e bateria. Participou de várias bandas quando adolescente, entre elas The Go e Two Star Tabernacle. Com 17 anos foi trabalhar no estúdio Muldoon e lá conheceu o dono, Brian Muldoon, com quem formou uma banda, mas não durou muito tempo.


Na mesma época ele conheceu uma empregada de mesa chamada Meg White, que se tornou sua grande parceira. Em 1996, eles casaram-se e, no ano seguinte, iniciaram a carreira musical com o nome de The White Stripes - ele na guitarra, ela na bateria e ambos nos vocais - sempre com roupas brancas e vermelhas, a dupla tem agradado crítica e fãs, com seu rock alternativo influenciado pelo punk, folk e blues.


O primeiro registro da dupla de Detroit, nos Estados Unidos, chegou em 1999, “White Stripes”. Foram dois anos seguidos em turnê, ao lado de Pavement e Sleater-Kinney, o que ajudou bastante a divulgar o disco nacionalmente. Os lançamentos de “De Stijl” (2000) e “White Blood Cells” (2001) aumentaram o reconhecimento da dupla e a turnê se tornou internacional, incluindo Austrália e Japão.


As consequências profissionais foram óptimas, participaram de programas de grande audiência, foram tema matérias em revistas conceituadas e receberam críticas positivas, mas na parte pessoal, a convivência não fez muito bem para o casamento que terminou na época de “De Stijl”. A música “Fell in Love Girl” ganhou uma versão em vídeo feita somente com peças do brinquedo Lego. Não podia ser diferente, o clipe foi indicado a quatro categorias do MTV Video Music Award, incluindo melhor clipe do ano.


O ano de 2003 foi bem especial para o White Stripes. Jack compôs para a trilha sonora de “Cold Mountain” e actuou no filme. O disco que consolidou de vez a carreira da dupla, “Elephant”, também foi lançado no mesmo ano e o álbum vazou pela Internet duas semanas antes de ser lançado, mas não prejudicou as vendas, permanecendo no topo da parada britânica e entre os 20 mais tocados nos Estados Unidos.


Gravado em apenas duas semanas, o disco se espalhou pelo mundo e recebeu inúmeras críticas positivas. No Grammy 2004 o resultado do trabalho: quatro indicações. Receberam dois prêmios, melhor álbum de música alternativa e melhor canção para “Seven Nation Army”.

Fonte: Canal da Música


Curiosidades:

  • Jack em 2006 participou no projecto: " The Raconteurs". Êxitos como: Steady As She Goes e Store Bought Bones, estão disponiveis para audição em:


  • Meg esteve em 2006 foi convidada a participar num desfile de moda pelas mãos do estilista norte-americano Marc Jacobs.
  • Jack é amigo do rei da música junky, Beck. Ambos participaram em concertos um do outro.
  • No tema "Seven Nation Army", os White Stripes, não tinham baixista, foi o próprio Jack a desempenhar essa função.
  • A maioria dos temas dos Stripes é feito a partir de acordes muito simples (rock minimalista), onde as guitarras soam sem complexos e o uso dos pratos é uma constante. Em "Little Room", Jack mostra uma capacidade vocal extrema.
  • Jack é muito religioso, em tempos pensou em ir para o seminário.
  • Os White Stripes têm fama de cobrarem cachets altos, deve ser por esse motivo que só se estream em Portugal em 2007, a 9 de Junho no Festival Oeiras Alive.

Discografia
  • The White Stripes (1999, Sympathy for the Record Industry)
  • De Stijl (2000, Sympathy for the Record Industry)
  • White Blood Cells (2001, Sympathy for the Record Industry)
  • Elephant (2003, V2 Records, XL Records)
  • Get Behind me Satan (2005, V2 Records, XL Records)
  • Icky Thump (2007), este disco foi lançado esta semana poucos dias antes do concerto em Portugal.





sábado, maio 12, 2007

A Gaivota de Anton Tchekov


Tradução Fiama Hasse Pais Brandão

Encenação Luis Miguel Cintra

Cenário e figurinos Cristina Reis

Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção

Distribuição Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Márcia Breia, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Teresa Sobral, Tiago Matias

Teatro Municipal de Almada www.ctalmada.pt

10 a 13 e 16 a 20 de Maio de 2007

Teatro do Bairro Alto, Lisboa

De 31 de Maio a 24 de Junho de 2007

De 3ª a sábado às 21:00

domingo às 16:00


Trepelev sentia o apelo de reinventar a arte de escrever teatro? Ou era sobretudo a vontade de manter um confronto com o amante da mãe, Trigorine?

As suas histórias sem intriga, descritivas eram entediantes para o público, longe de trabalhar sob a base do quotidiano das pessoas, os assim falhanços sucediam-se.

Sua namorada cooperante numa primeira instância desacredita o projecto e a pessoa, o companheiro de jornada.

Nina, de seu nome, parte de falsos pressupostos, idealiza um mundo de glamour ao tornar-se actriz, quer para si a fama e o êxito de Arkadina, a mãe de Trepelev, uma actriz de sucesso. Apaixona-se por Trigorine, mais tarde essa relação é dissolvida e fica só e na miséria. Teve um filho do escritor que morreu.

Se o antigo namorado era a eterna promessa da escrita, Nina era uma actriz medíocre que cada mais era remetida para a província bem perto dos pequenos palcos.

Trepelev valorizava os símbolos, conjugava-os sobretudo nas suas obras, e depois quase por inevitabilidade percepcionou neles a predição de uma ruptura.

A gaivota é o símbolo universal da liberdade. Ora a vontade alheia no direito pleno de gozo dessa mesma liberdade constituiu um desvio, nesta situação só haveria o tal caminho a trilhar: o competir e… vencer. Escrever contos e estes serem aclamadoa pela critica e ganhar reputação. E com isso também o secreto desejo do regresso da amada…

Os sucessivos falhanços, o regresso clandestino da amada e reiteração do abandono, num discurso que fala de fé como valor supremo do teatro e da representação mas tão delator quanto possível por mostrar desespero, leva o rapaz ao suicídio.

Muito mais poderia ser escrito acerca desta peça… fica o essencial.

A sala com 450 m2 “à italiana” detém a segunda maior boca de palco, logo atrás da sala do Centro Cultural de Belém. Cadeiras vermelhas, corrimões originais. formiga

Frase:

Sabemos que não se vai longe por impressões”.

“Se eu me casar deixo de ter tempo para o amor”

“Só é belo o que é relevante”

“Perdi tudo, tudo! Deixar de gostar de mim e não consigo escrever”




domingo, maio 06, 2007


Ser é ser visto.

Ver é trazer à existência.

Eu sou como sou visto. Olhas-me e eu

sou criado por ti.

Olho para ti e criei-te.

Sou o reflexo na superfície

dos teus olhos .

Estou ali para que me possas ver.

Vejo os meus olhos no espelho dos teus olhos. Vejo-me a

ver-te veres-me.

“The Mediations of Joseph C. Merrick” – The Elephant People, Daniel Keene

Segundo o jornal MAISTMA o novo espectáculo de Keene (Elephant People), uma ópera a estrear em Julho de 2007 em França, abre com as meditações de Joseph C.
Merrick (1862-1890) – o Homem Elefante (transposto por David Lynch em 1980)

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