"Mas quem tratou de me amar soube estancar o meu sangue e soube erguer-me do chão." Sérgio Godinho
sábado, fevereiro 23, 2008
Poesia
sábado, janeiro 19, 2008
Associação Encontrar+se lança movimento “Unidos para Ajudar”
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Diário Digital / Lusa
10-10-2007 14:56:12
Para consultar:
Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e bipolares
"Deixa lá que ele não joga com o baralho todo ou dá-se um desconto". Este Blog vem desmistificar essa forma redutora de tratamento pessoal a pessoas com problemas de saúde mental.
Blog:
"Cuidar sim, Excluir não!"
Acerca da campanha no Diário Digital - Músicos portugueses combatem estigma da doença mental
quarta-feira, dezembro 26, 2007
O Vício do Poder
in Traição do eu – o medo da autonomia no homem e na mulher, Arno Gruen
Páginas: 83, 84 e 85
“O vício do poder destrói o coração do homem. Insistindo cegamente em tal defeito, o homem diminui-se a si próprio e à mulher, de cuja cumplicidade precisa, para confirmar a sua imagem de poderoso. É esta imagem que, conscientemente ou não, se tornou o sentido da sua existência. Verdadeiro amor não pode surgir porque ninguém está para ser desafiado nos seus pontos sensíveis. Só o que confirme tal imagem é considerado aceitável numa relação “amorosa” dessas. O “Eu” que teria sido possível a cada um é odiado, como ele inclui, também, a vivência do desamparo e do sofrimento. Evita-se a verdadeira responsabilidade, assim como a verdadeira compreensão do outro e de nós próprios. Vivemos em charadas e quando essas não resultam, enfurecemo-nos e matamos.
Passamos as nossas vidas à procura de heróis. E, no momento em que elegemos para nosso herói (ou nossa heroína) se transforma numa pessoa real, deixamo-lo (ou –la). Passamos a desprezá-lo. Ao agirmos assim nem reparamos como, e dentro da lógica do nosso procedimento, nos sentimos enfraquecidos pela perda” – próximos da morte. A depressão e o desespero que constituem o pano de fundo da nossa cultura aparentemente tão radiante são sintomas inequívocos disso.”
(…)
“Como é natural, a realidade do mundo sentimental verdadeiro consiste, também, noutros conteúdos vivenciais: alegria, êxtase, coragem e luto.
Mas não da alegria que se instala por passarmos à frente de alguém, ou o êxtase que pode ser causado pelo sucesso obtido numa competição, quer dizer, todas aquelas vivências que, já de si, provém de uma realidade “postiça”: a da necessidade de ter sucesso para fugir ao falhanço. Falo da alegria baseada em empatia causada pelo desenvolvimento de outra pessoa, ou até de uma planta; a vivência partilhada de alegrias e tristezas. (…)”
O mito da mulher troféu, reluzente, que numa desmedida solicitude nos preenche a pretensão do ego para a superioridade, no fundo a presença de outros, em contexto grupal leva o homem ao jogar pelo inseguro.
A mulher como extensão do homem, segundo a teoria deste autor.
Também podemos referir que muitas mulheres ainda valorizam a imagem estereotípica da postura M. Aceitam a condição de sub conjugação, ignoram que sem igualdade, não existe uma verdadeira apreensão da realidade.
A falsa cedência por parte da mulher advém de um défice de confiança intrínseca que teima em parecer carecer de um excesso de auto-afirmação por parte do homem, o seu herói protector.
Arno, Gruen
Formiga
sábado, dezembro 15, 2007
São Nicolau

O Santo deste dia é São Nicolau, muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Nicolau nasceu na Ásia Menor, pelo ano de 275, filho de pais ricos, mas com uma profunda vida de oração. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição em que viviam os cristãos.
São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou-lhes a prostituição, atirou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, através da fantasia, viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de Dezembro.
Sagrado bispo de Mira, Nicolau conquistou todos com sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado à morte, mas felizmente salvou-se em 313, pois foi publicado o edital de Milão que concedia a liberdade religiosa.
São Nicolau participou no Concílio de Niceia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Partiu para o céu em 342 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegassem ao povo.
Fonte: EAQ
Para saber mais:
Link: http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/st_nicolas_p.htm
quinta-feira, novembro 29, 2007
Luzes no Crepúsculo
Título original: Laitakaupungin Valot
De: Aki Kaurismäki
Com: Janne Hyytiäinen, Maria Järvenhelmi, Maria Heiskanen
Género: Dra
Classificacao: M/16
ALE/FIN/FRA, 2006, Cores, 78 min.
Argumento
"Luzes no Crepúsculo" conclui a trilogia iniciada por "Nuvens Passageiras" e "Um Homem sem Passado". Depois do desemprego e dos desalojados, a solidão é o tema escolhido por Aki Kaurismäki. Como o pequeno vagabundo de Chaplin, o protagonista, um homem chamado Koistinen, procura num mundo duro uma pequena brecha pela qual possa rastejar. No entanto, tanto os seus semelhantes como o aparato da sociedade sem rosto fazem questão de esmagar as suas modestas esperanças, uma após outra. Um grupo de criminosos explora a sua ânsia por amor e a sua posição de guarda-nocturno por causa de um roubo, deixando Koistinen abandonado às consequências. Tudo isto é feito com a ajuda de uma bela mulher, segundo Kaurismäki a mais apelativa mulher desde "Eva" ("All About Eve"), de Joseph L. Mankiewicz. E Koistinen será privado do seu emprego, da sua liberdade e dos seus sonhos. Mas, felizmente, à frente desta história está um auto-denominado "velho de coração mole" que não deixará o filme encerrar-se sem que uma "centelha de esperança" ilumine a cena final.
PÚBLICO |
segunda-feira, novembro 05, 2007
Etnocentrismo
Etnocentrismo reveste-se de uma consciência de que há outras perspectivas culturais, mas estas perspectivas alternativas são julgadas inferiores, incorrectas ou imorais em comparação com as suas (Triandis, 1990). O etnocentrismo culmina na manutenção de distância social, de afecto negativo, de ódio, de desconfiança, de medo, de censura do exogrupo por problemas do endogrupo.
A consultar na net:
- Harry C. Triandis é Professor na Universidade de Illanois em Urbana-Champaign
- O QUE É ETNOCENTRISMO, de Everardo P. Guimarães Rocha in site Universidade de Brasilia
- O conceito de distância social foi estudado pelo antropólogo Edward Et. Hall
quarta-feira, outubro 10, 2007
A estrada que não foi seguida - Robert Frost
(imagem retirada de atuleirus.weblog.com.pt/Que pena não poder seguir por ambas
Numa só viagem: muito tempo fiquei
Mirando uma até onde enxergava
Quando se perdia entre os arbustos;
Depois tomei a outra, igualmente bela,
E que teria talvez maior apelo,
Pois era relvada e fora de uso;
Embora, na verdade, o trânsito
As tivesse gasto quase o mesmo,
E nessa manhã nas duas houvesse
Folhas que os passos não enegreceram.
Oh, reservei a primeira para outro dia!
Mas sabendo como caminhos sucedem a caminhos,
E duvidava se alguma vez lá voltaria.
É como um suspiro que conto isto,
Tanto, tanto tempo já passado:
Duas estradas separavam-se num bosque e eu -
Eu segui pela menos viajada,
E isso fez a diferença toda.
Clicar:
Formiga

